
Juan
julho 26, 2011Era só um menino,
Preto, pobre, magricela
Que junto com seus irmãos
Percorria os becos da favela
Um dia, voltando ele a casa
Disparos o acertaram no beco
Uma emboscada o aguardava
Abriu-se um buraco em seu peito
Pânico, medo, gritaria
Todos correndo estupefatos
Era um “Salve-se quem puder!”
Tentando escapar dos artefatos!
Quando enfim passou o susto
Após o momento tão trágico
Deram-se conta do sumiço
Do garoto, como por um mágico
Seu corpinho ali não estava
Poderia ter se salvado?
Onde estaria Juan?
Que fim tinha levado?
Dessa urbana e triste história
Ninguém quer ser protagonista
Pois que ao final da trajetória
Achado, o levaram para o legista
Uma vida tão jovem ceifada
Por um tiro de tamanha covardia
Em ação estúpida e malvada
Disseram que o atirador se defendia
Quantos Juans ainda teremos?
Meninos, pretos e pobres
Que perambulam pelos becos
À espera de seus algozes?
Autora: Vânia Borel
Imagem: Lasar Segall

Vânia, parabéns pelo poema. Triste, sim, mas tbm bonito. Muito bom conhecer este outro poema seu. E muito bom tbm contar com sua colaboração no AMOR EM PEDAÇOS & VERSOS – projeto coletivo no videbloguinho onde, semanalmente, falamos em versos do amor… em pedaços. Continue poetando…
Uma bjoca, querida.
Viviane.
Obrigada Vide,
O “Amor em Pedaços e Versos” tem me estimulado muito a continuar produzindo poemas. Obrigada pela iniciativa e condução desse projeto e pela sua dedicação e paciência em revisá-los.
Beijão,
Vânia.
Vânia,
Bem-vinda as páginas do bLOG drOMEdáRIO. É um prazer receber seus versos e espero que lembre que sempre pode contar com o meu apoio.
Grande abraço.
Mais um ótimo poema Vânia. Seus poemas são lindos! Parabéns.
Bjs
Lê